segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Acordes


Os teus toques em meu corpo
Produzem acordes de desejos,
Despertam ondas de arrepios.
Eles são melódicos beijos!...

Por mais que eu pudesse
Expressar o que eu sinto,
Não seria verdadeiro
Todo esse meu fascínio.

Pois os meus pobres gestos
São míseros vícios de ciúmes
E as minhas trêmulas palavras
São versos de amores imunes.

Se te digo que eu te amo,
É porque já não consigo
Segurar os meus sentimentos
Nem todo o meu fascínio.

Os acordes do meu corpo
Cantam as letras do teu nome
Quando os teus toques
Revelam o que eu sinto.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Petra

Das cinzas do meu corpo,
O meu peito será exposto
Para que todos saibam
Que te amei além de mim.

E por mais que eu soubesse
Que a decepção era certa,
Eu te amei mesmo assim...

E por ter te amado, o meu coração virou pedra
Cujo fogo do ciúme não conseguiu destruir.
É, do início ao fim, o teu amor foi egoísta comigo!

Ele petrificou os meus sentimentos.
Ele transformou o meu canto num lamento.
Ele me fez desistir dos meus amores
E dos meus sonhos, fez pedaços de mim.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 11 de setembro de 2011

INTOLERÂNCIAS

Maldade da alma,
Intolerância humana!
Intolerâncias históricas!
Intolerâncias frias, escritas,
Vividas, passadas e vindouras.
Intolerâncias  dos  homens ateus,
Dos que não enxergam a Luz da Fé,
Dos que não valorizam a Vida!!!
Dos que não veem a Deus!!!
Intolerâncias nossas,
Pois não temos a
Bondade de
Deus,
Jesus,
Jeová,
Alá,
Alan,
Buda,
Oxalá,
...Maomé...
Ou de quem professe a fé.
CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Anjo Caído

O meu anjo caiu!
Ele maculou a pureza,
Enegreceu belas asas, e caiu.
Caiu do azul do céu, paraíso meu.
  
Ele pecou contra o meu amor,
Ele sentiu toda a dor da liberdade
E por justiça, fiz dele sinal de maldade,
Qual farol eterno em porto de oceano bravio.
  
Do Jardim do Éden, foi expulso. Indigno anjo!
Enegreceu as asas e caiu do azul do céu, paraíso meu.
E lá... Nada deixou. Nada mais nasceu. Nada, nada...
Nem flores, nem água, nem espinhos, nem mel.
  
Vazio... Silêncio... Escuridão...
Meu Deus! Meu Deus! Por quê?
Hoje, o anjo é do mundo...
E eu, sou meu.
  
CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fênix

Surgiu absoluta, uma fênix
Das cinzas dos meus sonhos...
Ergueu-se personificada
No amor que me tens dado.

Sonhos desfeitos como laços,
Machucados pela realidade,
Que não tem piedade e maltrata
A cada despertar de uma ilusão...

E toda tristeza que eu tinha,
Dissipou-se e perdeu o rumo,
Quando os meus olhos
Enxugaram suas lágrimas...

Ruflam soltas e libertas,
As asas dessa fênix renascida
Das cinzas dos meus sonhos,
Das renúncias da minh’alma...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Almas Gêmeas

Nosso destino se cumpriu
Sob um luar místico.
Num envolvimento cúmplice,
Além de um simples encontro.

Não há quem possa entender
Tamanha força que impulsiona
Duas almas que sonham
Em ser apenas uma.

Os mistérios que nos cercam,
Conspiram com o universo
Para que possamos dar certo
Nesta vida onde tudo é passageiro.

Somos o côncavo e o convexo
Que se completam num movimento
Que faz mover o universo
Ao redor do que vivemos.

Nossos destinos se incorporaram,
Nos tornamos um por inteiro.
Não será mais o ardil da vida
Que nos tornará novamente dois.

Porque o que é unido pelo amor,
Mesmo que o destino separe,
Seguirá eternamente vivo
Nas metades que separou.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Enquanto...


Enquanto eu caminhava e na vida pensava,
A vida floria, as flores murchavam...
Enquanto a saudade insistia,
A tristeza doía, não me dava trégua,
E batia e batia e doía e doía...

Eu pensava, eu pensava, eu relutava...
Não me conformava, não me conformava
Eu lutava, eu lutava, eu lutava...
Em ser o que eu queria, em viver o que sonhara,
Não no que me deixavam, no que me deixavam...

Procurei por minha primavera
Perdida a florir na estrada,
Mas não a encontrava, não a encontrava...
Só a vida passava, apenas eu é que não via...
Só a saudade é que vinha e não saía,
Não me deixava, me seguia, me seguia...

Enquanto caminhava na estrada
A vida passava, o tempo corria, corria...
Só você que não vinha, não vinha...
Apenas eu é que ficava, ficava...
Porque eu é que ficava?
Por que você não vinha?

Enquanto na estrada eu gritava,
Você não me escutava, não me escutava...
Você não vinha, não vinha...
Apenas passava e não me via,
Não me via, não me via...

Não me adiantou quase nada
Pensar tanto, sonhar tanto...
Restou-me a dor da saudade no peito,
A minha vida ao léu, de qualquer jeito,
As flores murchando e eu esperando por você
Enquanto a vida passava, passava, passava...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Preço da Ilusão


O preço da ilusão são as lágrimas
Que escorrem em silêncio
Na face assustada de quem viu
A esperança morrer solitária.

Talvez melhor teria sido o pranto
De alguém outrora apaixonado
Que assistiu ao amor ter sido levado,
Do que viver a ilusão
De ter sido um dia amado.

Os sentimentos que regem o homem
São como punhais afiados,
Têm dois gumes que completam
A dualidade da natureza humana.
Amar, mas ter o ódio ao seu lado.

Quem um dia amou sabe
Da existência dessa linha tênue
Que separa o amor do ódio
E a tristeza de viver na saudade,
Da felicidade de amar e ser amado.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Beijo


Os teus primeiros beijos
Foram docemente tímidos...
Foram lindos, foram lindos...
Eles sorriram como criança
E tiveram uma inocente maldade.
Eles foram suavemente destruidores.
Eles varreram as sombras
Das minhas dúvidas...
E deram fôlego à esperança
Da minha amante alma.

Sem querer, os teus beijos,
Nasceram do nada
E lançaram luz à escuridão
De toda a minha loucura.
E nesse coração aberto,
De amores ciúmes e medos,
Fizeram transbordar de desejos
Como o mar que beija a praia,
Mas que depois, sem piedade,
Recolhe as suas águas.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Bambuzal


Entrega-se ao deleite,
O bambuzal,
E se contorce e geme
Com os maliciosos afagos
Dos ventos sem norte,
Da sorte que chega fugaz.

Esperto, suporta ele,
Os caprichos e os desejos
Desses ventos sem rumo...
Os amantes alados,
Que fazem delirar os sonhos
E os mais loucos segredos...

Às vezes, chegam irados,
E fustigam e maltratam
E chicoteiam...
Trazem a chuva
Como companheira,
E, sob um luar iluminado,
Amam a noite inteira...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 19 de junho de 2011

À Minha Luz Azul


Eu gostaria que soubesses
Que quando te vi,
Pela primeira vez,
Eu tive medo...
Medo de mim,
Medo do mundo...
Medo dos meus desejos.
Eu sabia que os teus olhos
Eram dois belos laços
Que me fariam prisioneiro,
E assim o fizeram...
Confesso, assim eu quero viver,
Porque foram nos teus abraços
Que a minha tristeza
Esvaiu-se em sorrisos,
Foram neles que a minha solidão
Encontrou paz e descanso.

Hoje, tuas lembranças
E os teus toques
Estão em minhas veias,
Em meu coração e mente
Escravizando todas as minhas emoções,
Sendo as correntes e as sementes
Que não me deixam solto
Nesse mundo que me leva...
Todas as minhas emoções
Nascem para ti, e te entrego.
Todas elas me fazem um apaixonado
Que escreve incansavelmente
Esse carinho que faz crescer minh’alma,
Que faz do meu coração, paraíso...
E eu, de um simples menino.

Eu sei minha luz, eu sei...
Que no mundo há abismos,
Que há escarpas,
Que há olhos maldosos,
Que há línguas afiadas...
Mas, fazer o que se eu te amo?
Então, que o mundo se dane,
Que os olhos fiquem cegos de ciúmes,
Que as línguas sufoquem as palavras,
Que nos abismos haja pontes
E que as escarpas se aplainem
Para que possamos passar.
Por tua causa, acredite,
Eu enfrento todos eles,
E mais alguns...

Saiba meu anjo, eu não posso,
Não quero e nem tenho mais tempo
Para negar ao meu coração
O que eu sinto,
Para viver podando
Os meus sentimentos,
Principalmente se eles nascem
E correm para os teus braços.
Não te preocupes, eu não te esqueço
Muito menos te abandono
Porque eu sou assim mesmo.

Mesmo sabendo dos teus medos...
Mesmo se eu for vencido pelo tempo
Ou por esse mundo insano.
Mesmo quando os meus olhos
Descansarem por entre
Todos os meus pensamentos,
Será teu o meu legado,
Será só teu o meu amor.
Porque eu te amei e te amo
Além dos meus limites...
Além das minhas barreiras.
Muito além do que eu posso controlar.
Por isso eu declamo
Em versos ou em prosa,
Que eu sempre vou te amar
Mesmo quando o destino me negar
O teu amor, a tua luz.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

sábado, 11 de junho de 2011

Vai Vento...


Vai vento...
Bate tuas asas, rufla no espaço sem cansar;
Contorna o monte, cortas o ar...
Leva meu recado onde quem amo está.
Leva em tuas asas a minha saudade
Em teu ruflar os meus gemidos.

Vai vento... Segue teu rumo...
Leva pra quem amo os meus desejos,
Entrega nos braços os meus sonhos...
Pois são as únicas coisas que agora tenho.

Vai vento...
Diz num sussurro quanto amo,
Numa carícia os meus anseios...
E numa forte rajada os meus abraços.

Vai vento...
Entra pela janela... Encontra quem amo!
Seja furtivo, não perca o encanto,
Seja meu corpo, seja eu mesmo...
Não perca tempo, faz o que te peço:
Refresca num sopro o corpo que desejo,
Brinca com os cabelos onde me escondo,
Faz tuas curvas onde me perco,
Mas volte logo, não demores muito.

Vai vento...
Traga-me de quem amo o doce cheiro...
Um pouco do toque, um longo afago...
Um breve gemido aos meus ouvidos...
E principalmente não esqueça de trazer-me,
Um pedacinho daquele belo sorriso...
Que fez minha vida brilhar e ter sentido!
Vai vento... Faz o que eu te peço...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Meandros do Coração


Nos meandros do meu coração:
És a eterna melodia;
Que faz descansar
Toda minha agonia...
És a luz das manhãs;
Que esquenta as garoas...
E eu, a da madrugada,
Que de tristeza,
Alimenta a solidão;
És o embalo dos sons
Em meus braços;
És o afago das brisas;
És o beijo do mar;
És um raio certeiro
No desconhecido;
És o sol da paixão
Que não me deixa em paz;
E eu, o brilho da lua
Que ilumina a tua escuridão;
És para mim um sonho
Que se fez mais que real.

Nos meandros do meu coração:
Sou o bem e o mal,
Que se completam nos versos
Que declamam o meu amor.
Sou o vento que sopra
Com destino certo
E em teu rosto se faz feliz;
Sou o calor que percorre
O frio da tua alma
E te dá aconchego;
Sou a água que descobre
As tuas curvas;
Sou o frio orvalho
Que molha a tua noite;
Sou a chuva que inunda
O teu corpo de amor.
Nos meandros do meu coração,
Somos dois que se transformam
Em um único ser para viver
Amando na poesia viva
Que me faz ser todo emoção...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Flor-de-Mel


Flor-de-mel a desabrochar
Na pele morena, macia...
Virgem, serena...
Botão menina-moça
No corpo perfeito de mulher.

Flor-de-mel, o doce...
De laranja crava...
Aroma que embriaga o ar,
Que desperta meus desejos,
Que me faz delirar...

Eu queria ser o orvalho que te rega,
O sol que aquece o teu corpo,
A cor que encanta os teus olhos...
Eu queria ser a magia
Da brisa noturna a te desvirginar...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Amor Perfeito


Amores perfeitos, desejos insanos
De ter, de querer, de ser...
O que não se pode ter,
O que não se dever querer,
O que jamais será.

Saudade que rompe barreiras
Por quem me tem feito...
Tristeza que ronda o peito,
Pelo mal já feito...
Que faz a solidão avizinhar-se
Em minha cama, em teu leito.

Deixando o amor perfeito
Renegado num canto do peito
E a paixão insana
Solta de qualquer jeito.

Deite-se em minha cama
E saia se puder ser feito...
Misture-se aos meus sonhos,
Seja todo o meu desejo.
Eu queria apenas ser
O homem que te ama
A realizar todos os teus devaneios,
Não apenas mais um em tua cama.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Canoa Grande


Canoa Grande
Dos coqueirais bailantes,
Das Igrejas seculares,
Dos irmãos gêmeos.
Santos!

A ti entreguei tantas primaveras...
Fui feliz, me fiz existir.
Do teu ar maresia... Respirei...
Foste o alimento à esperança
Que eu sempre tive.
A tua sombra me protegia
Da sorte e dos raios do sol.
Eu era eterno e não sabia...

Foi dessa Terra que conheci
O amor mais puro.
Foi nesse histórico céu azul
Que construí meu paraíso.
Foi em teu solo secular que vivi
A perfeita felicidade.
Foi em tuas águas mornas
Que naveguei em harmonia...

Hoje não tenho mais o brilho
Inocente dos teus olhos...
Hoje os teus ventos não caminham
Pelas curvas do meu corpo...
Hoje os meus sorrisos
São de saudades...

Por meus atos me tornei passado,
Como as Igrejas que te abençoam,
Como as pedras negras
Em teus caminhos...
Como os teus santos velados,
Canoa Grande!
Tornei-me distante saudade...
Mas os sinos ainda dobrarão!

POEMA DEDICADO À CIDADE DE IGARASSU-PE.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 15 de maio de 2011

Palco Sagrado


Vive a emoção nesse palco sagrado
De felicidades ou de tristezas...
Meus olhos regam tua grama verde.
Sou tua voz, teu sopro de vida...
Sou cada parte desse chão.

Teu silêncio testemunha o quanto és sério,
O meu grito, quanto és grande...
O meu suor nutre esse solo amado
Onde a vida rola com a bola
Com as minhas lágrimas e emoções.

Sem mim, não passas de concreto e ferro.
Comigo és pura emoção...
És palco de vitórias e de lágrimas,
Tens vida, pulsas, balanças...
Comigo tens tua própria opinião.

Minhas três cores... Meus três amores...
Faz meus sonhos correrem em teu verde...
Nina meu corpo em teu doce ventre
Que grito aos quatro cantos num gol...
Como és grande e o quanto te amo!!

POEMA DEDICADO AO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

sábado, 14 de maio de 2011

Asas Quebradas


A minha liberdade voa
De asas partidas
Em céu bloqueado
Por baixas nuvens...
Sem luas, sem o sol,
Sem estrelas, sem luzes...

A felicidade corre solta
De pernas quebradas
Sentindo as dores
Das renúncias
Que a vida propõe,
Que o meu coração aceita.

Assim são os dias
Que se esvaem apressados
Por entre os meus dedos.
Assim são as noites
Que me fazem esquecido
Entre as minhas lembranças.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Minhas Três Cores


Soou o grito de gol
Das Três Cores, encanto...
Tremeu a Ilha,
Acordou a cidade,
A emoção que invadiu
As ruas nos gritos
De felicidade.

De lágrimas e chuva,
Doce loucura...
O Fita Azul é batizado.
A cada vitória tua,
Minhas Três Cores,
Esqueço tuas derrotas
E as minhas infelicidades...

Por isso que vivo, grito e torço...
Sou das multidões, sou das Três Cores!
Não abro mão dos meus três amores...
(Recife, Olinda e Igarassu)
É com muito orgulho que confesso:
Sou Tricolor de corpo, alma e coração.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Corpo Poético


Os teus abraços, para mim,
São versos de amores tocáveis
Que se transformam em poemas
Quando o meu corpo poético
Declama todos os teus laços...

Nesse teu dourado poema,
Não há versos brancos.
Nele, há rimas de ciúmes,
Há desejos morenos
Como flores virgens...

Esses teus mistérios declamam
Toda a sensualidade de um desejo,
Que nasce inocente como criança
Mas, que morrem adultos, maliciosos,
Quando o meu corpo no teu descansa.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 1 de maio de 2011

Vinho Tinto


Eu vi as flores
Semearem os sonhos...
Eu assisti o nascer
Das coisas impossíveis,
E o agonizante morrer
De tantas outras realizadas.

Eu vi o girassol girando,
Eu girei com ele...
Eu sonhei comigo...
No odor ébrio
De um vinho tinto,
Fui lançado ao desconhecido,
E, me fascinei...

Ah, esse céu que me seduz!
Voei com a luz...
Fui além dos limites
Que a minha razão impôs.
Se não foram as flores,
Talvez fora o vinho
Que me fez sentir
O gosto doce da liberdade,
Tal qual nuvem perdida
Na imensidão de uma incerteza...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Cinzas da Lua


Ó grande lua que ilumina
Os sonhos da minha saudade!
Que quando cheia alimenta
Todas as minhas esperanças.
Que quando nova me diz
Que sempre ando sozinho.

Diz-me, ó lua minguante!
Se esse meu coração amante
Não pertence a esse mundo.
Mostra-me o caminho
Tal qual o teu doce brilho
Sob as águas dos oceanos.

Lança em mim, ó Diva!
Todo o teu maravilhoso manto.
Não espalhe em mim as cinzas
De tantos amores partidos
Porque eu já não resisto,
Porque a dor cala o meu grito.

Leva de mim toda essa tristeza
E guarda em teu desconhecido.
Não me mostra a tua face escura
Porque eu não passo de um menino
Que sonha amar por todas as luas,
Mesmo sabendo do raiar dos amanhãs.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

sábado, 30 de abril de 2011

Amor Eterno


Mesmo que todas as pessoas
Não enxerguem a beleza das flores,
Nem que elas percam a pureza
De uma lágrima de criança...
Mesmo que não haja mais
Um coração pulsando por alguém.
Mesmo assim, o amor não terá fim.

As flores ainda irão colorir
Todos os horizontes e jardins,
Que os olhos possam ver.
O mar continuará a beijar a praia,
Os pássaros continuarão a voar
E a fazer ecoar o seu canto
Em todas as direções...

Quando os Poetas se tornarem Poesia,
O sol, as nuvens e a chuva,
O mar, os ventos e as luas
Escreverão nos céus os poemas
Que o tempo não poderá apagar.
Até lá, escrevo as minhas estrelas
Nos recônditos da alma humana.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cambaleante


O vinho liberta
Os meus demônios
E prende todos
Os meus santos.
Num gole ébrio,
Sinto-me liberto,
Noutro, prisioneiro.
Entre um e outro,
Sou eu mesmo,
Que cambaleante,
Caminha....
Nessa estrada
Que se desfaz
Quando a noite morre
Sentida...
Quando o dia nasce
Chorado...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

sábado, 23 de abril de 2011

Deus da Luz!


Jesus, Deus da Luz!
Olhai por mim, ó Pai,
Porque perdi a paz...
Estou carregando, Senhor,
A minha cruz, a minha dor.

O fardo é tão grande, Jesus!
A dor tão intensa que nem sei...
Mas tenho que suportar essa cruz,
Pois fui eu mesmo que a busquei...

Dai-me forças, eterno Pai...
Mostrai-me a Vossa eterna Luz
Acolhei meus pecados
Em Vossas Santas Chagas...
Fazei-me Vosso instrumento,
Dai-me Vossa graça...
Nessa árdua estrada...

Eterno Deus,
Tomai minha vida em Vossas mãos!
Quebrai esse vaso,
Quebrantai meu coração,
Refazei meu destino, ó Deus!
Livrai-me de mim.

Deus da Luz!
Guiai-me ao Vosso caminho...
Jesus!
Pra que eu possa voltar a Ti,
Pra que eu possa sair de mim...
Salvai-me, Senhor!
Livrai-me de mim!!

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vivências


Pelo mundo por onde andei,
Eu vi um cachorro vadio,
Um gato medroso,
Um menino com fome...

Passou por meus olhos perdidos,
A ociosidade preguiçosa,
O medo da verdade,
A realidade do estômago vazio.

Foram tantos os sentimentos...
Muitas vezes conflituosos
Com os sonhos que eu tinha
E a verdade nua e fria
Que a vida me apresentava...

Eu chorei de felicidade,
Eu sorri na tristeza,
Eu senti fome na fartura,
Eu fui um solitário
Na multidão desenfreada.

Por mais que tenham partido,
Todas as vivências ficaram
Como flores dispostas ao acaso,
Nos jardins que eu cultivo
Pelos caminhos que tenho passado...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 17 de abril de 2011

Diva dos Meus Sonhos


Tua sombra me persegue
Em todos os lugares
Por onde passo sozinho.
Em tudo te encontro,
Porque estás em mim.

Às vezes, chegas sorrateira
Como uma brisa maliciosa,
Que me relembra os teus afogos
Neste corpo escravo
Que deseja no teu se perder...

E eu, ainda apaixonado,
Sinto o teu olhar a me desvendar
Como criança em seios fartos,
Sinto os teus suspiros me tocar.

Como eu queria ver e sentir,
Diva dos meus sonhos,
Esse corpo quente e perfeito
Contorcer-se loucamente
Aos meus carinhos e beijos!

Entregar-me-ia por completo
Se os teus olhos negros,
Encontrassem em mim o fogo
Que alimenta os teus desejos.
Só assim, seria teu por inteiro.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Alvoradas


Quando as alvoradas despertam
Trazem consigo a cerração
Com o seu manto pálido e gélido.
As manhãs acordam cerradas
Ainda sonolentas e frias...
A vegetação verdejante,
Aos primeiros raios de sol,
Surge maravilhosamente encravada
Com pequenos diamantes voláteis.
As lágrimas da madrugada!...

E no bailar do novo dia,
Quando os ventos infantis
Brincam soltos com sua alegria,
Só se escuta o frufru da mata
Sem o reluzir dos diamantes,
Sem as noturnas lágrimas...
Mas, com toda a felicidade
Que falta às madrugadas,
A mesma que diamantiza
Todas as minhas lágrimas.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

No Primeiro Beijo


No primeiro beijo que te dei,
Eu senti os anos voarem
Como se estivessem desesperados
Para, em um afago, crescerem...
E se perderem por entre
Os meus desejos...

Quando os meus olhos abriram,
Os meus lábios ficaram calados...
Eu já não era mais uma criança,
As muitas fantasias que eu tinha
Perderam-se em outro sentido,
Outras, criaram libido...

A minha infância acabara
De adormecer, e a paixão,
Nasceu furiosa, atrevida...
No primeiro beijo, eu me tornara
Um homem que, intensamente,
Desejava te fazer mulher...

Foi por tua causa que o amor
Me invadiu e me ensinou
Como é bom viver por amar...
Foi por tua única causa
Que a minha solidão dormiu
Nos braços da paz...

Mas, o amor tem seus espinhos!...
Eles furam... São através deles
Que o ciúme vem e maltrata.
Foi no último beijo teu,
Que aprendi de uma única vez
Que a solidão dói
E que uma desilusão mata...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sopro de Vênus


O teu hálito foi pra mim,
Como o sopro de Vênus.
Dos teus lábios vieram
A inspiração e os desejos
Dos versos que escrevo,
Das rimas que sonham...

Vênus soprou da tua alma
E me fez amar de uma maneira
Quase que insana.
Foi dela que partiu
Essa incerteza quase certa
De desejar o que eu posso ter.

Vênus me fez sonhar
Com alguém que procuro
E que sei que posso encontrar.
Vênus me fez amar
Com o coração apertado,
Meio que desconfiado,
De mim, de ti, de um querer...

Por teus olhos e sorrisos,
Vênus soprou de um infinito
Tão perto de mim...
Ela me deu um amor para amar,
Ela me fez ser poesia que ama
E que não teme a vida enfrentar.
Vênus soprou da tua alma
E me fez voltar a ser feliz.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Agonias do Amor


Eu tenho receio do amor.
Eu tenho medo da angústia
E de toda a dor que fica
Quando, de vez, ele parte
Sem avisar que ia...
Quem um dia já amou sabe
Que quando ele parte,
Deixa um vazio maior
Do que o que preencheu
Quando, avisando, chegou.

E o coração que o perde,
Fica sem rumo e sentindo:
Um misto de vida e morte,
Um nada se transformando em tudo,
Um céu de ocasos desabando
Ferindo o corpo, rasgando a alma,
Deixando-a exposta
Às infecções do mundo,
À agonia amarga de uma saudade
Que não passa, que não passa...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Amor de Oceano


O céu está estrelado...
Mas, há uma escondida,
Mergulhada na solidão
Do desconhecido...
Porém, quando é descoberta,
Atira-se do firmamento,
Iluminada e temerosa,
No primeiro oceano negro
Que encontra.
E, lá, fica iludida...

Os oceanos que se encontram
Nem sempre se misturam.
Eles apenas se abraçam...
E, às vezes, se amam...
Nas entranhas abissais
De uma paixão oceânica.

Mas tudo que se viveu
Nos abraços das águas,
As correntezas levam...
E, se desse encontro
O amor, por ventura,
Nascer soberano,
As ondas da vida
Carregam-no ressentidas
Para, com ciúmes,
Quebrá-lo na praia.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Metade do Nada


Numa passagem do destino,
Fomos metade do nada
Que se fez homem
No acaso de um encontro,
No ocaso de uma dúvida.

Na realidade, do nada ao todo,
Não passamos de arrogantes,
Cegos e descaminhantes
Que se apagam desconhecidos
Quando a vida cobra o retorno...

O sabor sublime da vida
Não reside no fazer por fazer,
Mas, em ser mais do que
Uma passagem forçada
Nas vivências ocultas
Que dilaceram a alma.

Amar por amor é luz eterna
Que explode a solidão d’alma,
Que faz da metade do nada
Um todo absoluto,
Mesmo quando os corações
Que se amam, a morte abraça.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Passarela


Eu passo pela vida
Passando por mim...
Por ela, passo sede...
Passo fome...
Passos fortes...

Entre os meus eus e ela,
Passarela de vivências
De amores, ódios e dores
Numa ébria jornada
De duvidosa sorte.

Porque por mim,
Passa a vida,
Passa a morte
E todos nós
Passando por elas...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

terça-feira, 29 de março de 2011

Via Poética


Por que escrevo tanto?
Escrevo porque me foi dado
Esse dom divino e o direito
De sentir e fazer fluir
As emoções humanas
Na sua forma mais maviosa:
A divina Poesia.
Escrevo porque não sobrevivo
Sem as letras poéticas,
Sem os versos que vivo,
Sem a força que me dá o juízo
De ser eu mesmo entre tantos...
Escrevo porque a poesia
Explode em meu peito
E cobre a minh’alma,
Com a sensibilidade sublime
Que falta no coração do homem.

Escrevo como flor poética,
Que desabrocha ao incerto
Sem saber se será beijada
Pela musa enluarada,
Ou se será ceifada pelo fogo
Dos olhos ardentes do ciúme...
Escrevo porque me cobre a alma,
Uma força que ainda não consigo
Explicar em verso ou em prosa.
Escrevo como fonte da eternidade,
A jorrar pétalas e flores
Na sequidão descabida
Do egoísmo humano.
Apenas me sinto como via poética,
Onde incontáveis poesias caminham
Declamando as suas histórias
De amor, de sonhos ou de dor...

Que me cubra a aura inspiradora,
De tantos Poetas imortais,
Que declamaram sentimentos vivos
Nas hipócritas lápides sociais.
Que amacie o meu coração
A suprema sensibilidade
Das Poetisas mães,
Que defenderam os seus ideais
A revelia das suas sortes.
Meu Deus! Minha Luz!!
Por ti, escrevo de corpo inteiro,
De braços e peito abertos,
Com a alma rasgada na saudade...
Por tua Glória, Meu Deus!!
Sempre escreverei, porque sinto
O teu amor mover o mundo
E a tua luz explodir a solidão.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

sábado, 26 de março de 2011

A Janela


Ficou na janela,
A inocência...
A vida lá fora
E na janela,
A inocência...

Aqui dentro,
Todo dia,
Morre alguém...
E ela não sai
Da janela.

O que espera?
O que procura?
Por que cultivar
A esperança, se já
Não é mais criança?

Por onde andará José?
Que fim levou Maria?
Onde está a criança?
Por que eles não vêm?

Ficou na janela
A inocência,
E aqui dentro,
Sempre morrendo alguém.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sonhos-Criança


Por quais mundos vagam
Esses olhos perdidos
Na imensidão desconhecida?

Por que ficam feridos e sentidos
Se o que querem é impossível
Aos olhos, ao coração, à alma?

Aqui há versos de amores
Sem pretensões poéticas
Ou revolucionárias dores.

Aqui jazem sonhos-criança
Que já nascem fadados à morte
Porque a sorte os abandona...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Já que não me amas...

É, meu amor!!
Já que não me amas...
Vamos nos enganar. Parece até
Que nada de maravilhoso aconteceu,
Que os nossos doces suspiros não ecoaram,
Que os longos beijos não foram dados,
Que os corpos não foram molhados,
Que o nosso intenso desejo morreu.
Talvez melhor será enterrarmos,
Esquecermos do recente passado,
Já que o meu amor não foi suficiente
Para abrir o teu coração por mim tão amado.

Já que não me amas...
Deixa-me livre, não me prendas...
Solta-me à vida, entrega-me à sorte...
Para que o meu destino possa cumprir-se.
Sentirei saudades da seda do teu ventre...
Não esquecerei das curvas do teu corpo...
Pois nelas caminhei por muito tempo,
Foram meu alento, agora o tormento
Que não me deixam dormir...
Não saem de mim...
Estão aqui,
E em
Ti.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Clamor


Que emudeçam as bocas
Dos vis ignorantes.
Que não vêem o amor,
Mas a carne insana,
Dilacerada, em chama.

Que fechem os olhos,
Não escutem os meus beijos.
Que vivam em sua cama,
Na lasciva sina dos desejos,
Não na minha que ama.

Forças do Universo
Escutai o meu clamor!
Retirai todos os sentidos
Dessas mentes vis, insanas...
Que vivem sem sentir
O amor que pulsa e
A paixão que ama.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 20 de março de 2011

Coração DiAmante


Quando o Sol entristecer o dia
E esquecer a luz do meu corpo,
Quando a saudade vier apertando
Os meandros do meu coração,
Abraçará a minha amarga saudade
Todas as tuas doces lembranças...
E eu, pronunciarei o teu nome
A esse firmamento que me encobre,
A esse vento que me acaricia
Numa poesia de amores e ciúmes.

E o céu eterno voltará a ser azul
Como as letras do teu nome,
Como essa luz que te ilumina.
Por tua causa, as estrelas, a Lua
E os todos os meus dias
Irão sentir o peso do ciúme
Que a tua ausência pode provocar.
Porque todas elas saberão,
Que em meu Coração DiAmante,
És Amor, és Oceano, és Mar...

CLAUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Entre Dois Amores


Eu amo o Sol
Com toda a intensidade
Dos seus raios dourados
Que iluminam e aquecem
Todos os meus dias.

Eu amo a Lua
Com todos os seus mistérios
Escondidos na sua luz prateada.
Pertencem a ela os meus desejos,
Os meus sonhos e segredos.

Eu amo o Sol, eu amo a Lua...
Astros que me iluminam
E que me guiam
Pelas estradas do destino
Nos meandros do meu coração.

Eu amo a Noite, eu amo o Dia
Como a própria vida...
Porque de um nascem os sonhos
E do outro todos os desejos
Deste mortal que ama.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pérolas Negras


De todas as palavras
Que eu já declamei,
Não há nenhuma
Mais bela nem mais doce
Do que as que formam
O teu desejado nome...

Quando sinto a tua falta,
Grito o teu nome às nuvens.
Elas sempre me respondem
Com um sorriso de arco-íris
Que leva o meu coração
Ao teu distante encontro.

Do outro lado do horizonte,
Vive quem tanto amo e desejo,
Mas, só os arcos das tuas iris,
Raras pérolas negras,
São capazes de superar a distância
Que eu não consigo vencer.

O meu amor é intenso, é grande
Como o misterioso firmamento.
É abissal como as águas do oceano.
Mas toda a saudade que existe
Neste mundo, cabe numa única
Lágrima doce que por ti derramo.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Perfume do Sol


Esse teu corpo moreno
De segredos e mistérios
Se veste e fica pleno...
Pleno de amores e de tudo
O que eu mais quero
Nesses dias de inverno.

Dele, emana o cheiro
Do mais puro desejo,
Que me enlouquece
Todos os sentidos,
Que me entorpece,
Que me tira o juízo.

Esse teu corpo moreno
Tem o perfume do sol,
Tem a sedução celeste
De todas as luas
E o brilho das estrelas,
Das secretas às nuas.

O teu corpo tem o gosto
Da água azul do mar,
Ele é o maná que me faz
Ser rio, ser oceano,
Ser poesia de paixão
Que ao tempo declamo.

Só ele me leva e me traz...
Para lugares distantes
Ou para dentro do meu coração.
Do teu corpo emana
O perfume salgado do Sol
E da tua alma, sedução.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Olho D'Água


Olho d’água
Vence a terra,
Aflora choroso
Como criança mimada.

Arrasta-se manhosamente,
Encontra um caminho,
Entrega-se por inteiro
A um braço de rio.

Perdido num leito macio,
Desce em corredeiras.
Às vezes copioso,
Outras, manso.

Torna-se paixão pulsante,
Malicioso encanto.
Rio caudaloso que afoga
Os corações sofridos.

Olho d’água
Quando adormece no mar,
Não é mais criança mimada.
É Oceano.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Águas do Céu


Eu viajo nas Asas do Sol
Todas as vezes que me entrego
Aos teus sonhos
De felicidades e encontros...
Eu respiro esse Céu Azul
Quando os teus suaves beijos
Acariciam a minha face
E, tuas mãos macias,
O meu corpo apaixonado.
Mas a distância tudo leva...
Eu sempre fico aqui...
Assim... Como agora estou...

Eu adormeço nessas Nuvens Errantes...
Eu sinto os afagos das brisas,
Eu me perfumo com o cheiro delas...
São nelas que tenho os meus sonhos...
Os mais belos,
Os mais seguros,
Os mais puros...
Elas sempre me acolhem
Como nunca antes tinham sido.
Elas ainda me acalentam
Quando, aos céus, imploro paz,
Que me trazem um pouco de descanso...

Já não me lembro
Quantas vezes chorei,
Quando os dias pranteavam
A tua ausência!
Nem quantas vezes solucei,
Quando as noites
Entristeciam as lembranças...
Eu faço parte do teu mundo,
Eu faço parte desse tempo
Que se desfaz a todo momento,
Que me deixa sozinho...
Sem saber que Norte seguir.

Não quero que percebas
A tristeza escondida
Em meus sorrisos.
Nem a dor da minha culpa
Em meu olhar perdido...
Por isso, eu sempre espero
Pelas Águas do Céu
E choro todo meu pranto,
Eu lavo a minha tristeza
Escondido em mim mesmo.

E elas caem...
Lavam o meu corpo
E minh’alma,
Regando a flor da esperança
Que perecia na realidade
Que me cercava,
Na tristeza que crescia,
Na solidão ingrata
Que fustigava os meus dias.

Por acreditar no destino,
Meus sonhos foram perdidos...
Já não sou eu mesmo,
Já não me reconheço...
Sou um estranho entre tantos...
Mas eu ainda te amo,
Muito mais que antes...
Muito mais do que já tenhas sido...
Sem o teu amor, sou apenas
Um corpo que anda...
Que apenas anda nas lembranças
Que não me deixam esquecer...
De mim, de nós dois,
Do que vivemos...

Por um pedaço de tempo,
Fostes parte de tudo que sou.
Tornastes os sonhos mais belos
E a vida um futuro por viver.
Não sei no que nos tornamos,
Mas somos um só pensamento
Que apenas sonha em ser feliz...
Por toda minha curta eternidade,
Sempre serás o amor que eu tive,
Que um dia perdi
E que voltei a ter.
Mas hoje, és toda minha saudade
Que não me deixa ficar
Um minuto sem ti,
Saudade que me leva outra vez...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

Lágrimas Secas


Estou aqui para te ouvir,
E quem sabe para te ajudar.
Não sei se é a mim que desejas,
Mas por ti nada mais sinto.

Não me venhas com esses olhos tristes,
Pois de olhos eu já conheço...
As lágrimas secas que deles rolam,
Não têm sentimentos, só falsidade.

Tua esperteza causa-me espanto,
Tua frieza, medo.
Não sei quem secou teu peito...
Mas quem o fez, conseguiu êxito.

És bela como uma flor,
És cheirosa como o bálsamo.
Tens o doce mel da perdição,
Mas tua alma é escura como o breu.

Quem te vê, maravilha-se...
Quem te ouve, encantado fica...
Mas se te amar, viverá em sofrimento,
Pois em ti, amor não há.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os Guardiões


Nessa vida de sonhos
E de realidades afiadas,
Eu sonhei em criar o meu mundo
E compartilhar com você
Que ama ou que em algum dia amou
Como eu,
Que amo tudo que vejo...
E que às vezes,
Apenas às vezes...
Não posso ter o que desejo...

Por isso, ergui em mármore carrara
Um Portal de colunas Jônicas
Sob as asas e os olhos
Da minha consciência vaga.
Por ele, sempre passo...
Toda vez que a saudade aperta,
Quando o amor me deixa perdido
Ou quando a vida furta de mim
O pouco que tenho conquistado...

Ele é o único acesso ao meu mundo...
Onde você pode, se puder sentir,
Conhecê-lo através dos meus versos.
Peço permissão aos dois leões alados,
Os guardiões do meu “Eu”,
Do Portal,
Meu refúgio seguro...
E passo e sigo e fico...

Lá simplesmente vivo o meu sonho real,
Protegido da realidade da vida,
Da maldade que me rodeia
Ou que de mim mesmo tem partido.
Lá sou parte dos meus sonhos,
Apenas lá...
Completo a minha existência,
Lá sou mais que um sonho...
Sou real!
Sou humano!

Se você me acha um tolo sonhador
Ou um bobo utópico,
Você não está enganado, sou mesmo.
Mas também é verdade que sou
Um eterno apaixonado
Que passou pela vida amando
E que por ela nem sempre foi amado.
Mesmo assim, continuo sonhando...
Porque é o amor que me tem guiado.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

sábado, 12 de março de 2011

Cor do Desejo


Dourada é a cor do desejo.
De esmeralda, o olhar em chamas
A ruborecer a face pálida
De quem ama.

Tua beleza reluzente
Na prata do tempo
Encanta e faz perder
O rumo que sigo...

Deixa rubro os sentimentos,
De ciano os pensamentos
No afã do teu mel desfrutar.

Não fosse o verde da esperança,
Estaria eu perdido na penumbra
Dos pecados que não pratiquei
Ou no luto togado da vida
Que me leva...
Pra onde não sei.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

terça-feira, 1 de março de 2011

A Partida II


Quando eu daqui partir,
Eu queria ser uma nuvem
Que conhece o mundo
Mas que nunca o toca...
Uma que chora e renova
A sequidão do homem,
Os sentimentos d’alma.

Sem ter para onde ir,
Eu apenas queria passar
Entre o azul do Céu
E as tristezas da Terra,
Assistindo ao tempo se esvair
De um ocaso em chamas
A mais uma breve aurora.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

DiAmantes


De ponta a cabeça,
Sou todo seu.
De corpo e alma,
Sou mais além
De mim, de você.
Do bem ao mal,
Somos o fino véu
Que separa o céu
Dos nossos limites
De amar e viver.

Todos são pedras
Que se tornam poeira
Nos moinhos da vida.
E nós, DiAmantes...
Do tempo, reféns
Nessa lenta viagem,
Nesse frio descaso,
Nessas malditas reservas
Que me fazem perder,
Eu e Você.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.