quinta-feira, 7 de julho de 2016

Estação: Pardida

A tua constante ausência me fez
Revogar todos os meus versos.
Fez-me renunciar ao encanto das rimas
E aqui de cima dos meus ciúmes
Sobrevivi a todos os teus nãos.

Dizem que as flores são inocentes.
Que elas simbolizam a pureza d'alma.
É tudo mentira. Elas ferem, elas matam.

Não há sentimento que resista
À lâmina fria das infâmias...
Na minha estação, só há partidas
Com esse amor suicida
Matando-se em vão.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Possessão


Encerras em ti o começo e o fim de tudo.
Do meu luto, mergulhei na minha razão,
Juíza minha, que sempre me dizia: NÃO.
Mas, até ela, iludida, encantou-se por ti.

O feitiço desse teu sorriso moreno
É como o canto doce das sereias.
E o brilho afiado desses teus olhos mel,
Pôs por terra todos os meus nãos.

Teus segredos abriram os meus cadeados
E esse sorriso amado me fez dizer: SIM.
Era eu fortaleza de aço, intranspugnável,
Agora, sou ovelha perdida em terra de lobo.

Os meus exércitos foram todos dominados,
Eles não tiveram tempo de guerrear.
O meu coração não está mais vazio.
Agora, o inimigo habita em mim.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.