sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor Lunar

Um dia, a Lua ousou amar o Sol
Mesmo sabendo que o encontro
Seria difícil. Mesmo assim, o amou...
Á noite, ela declama que o ama
E ilumina todas as estrelas
Com a luz que recebe amada...
Mas, quando se enche de ciúmes,
Recolhe-se entristecida e fica nova.

De dia, o astro rei diz que ela
É o sol das noites enluaradas
E no horizonte, saudoso, descansa.
Mas, quando se encontram,
O universo se escurece por inteiro
E se curva a esse grande amor.
Porque para ele, não há impossível,
Não há barreiras, não há dor.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA. O POETA DOS SENTIMENTOS.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Acordes


Os teus toques em meu corpo
Produzem acordes de desejos,
Despertam ondas de arrepios.
Eles são melódicos beijos!...

Por mais que eu pudesse
Expressar o que eu sinto,
Não seria verdadeiro
Todo esse meu fascínio.

Pois os meus pobres gestos
São míseros vícios de ciúmes
E as minhas trêmulas palavras
São versos de amores imunes.

Se te digo que eu te amo,
É porque já não consigo
Segurar os meus sentimentos
Nem todo o meu fascínio.

Os acordes do meu corpo
Cantam as letras do teu nome
Quando os teus toques
Revelam o que eu sinto.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Petra

Das cinzas do meu corpo,
O meu peito será exposto
Para que todos saibam
Que te amei além de mim.

E por mais que eu soubesse
Que a decepção era certa,
Eu te amei mesmo assim...

E por ter te amado, o meu coração virou pedra
Cujo fogo do ciúme não conseguiu destruir.
É, do início ao fim, o teu amor foi egoísta comigo!

Ele petrificou os meus sentimentos.
Ele transformou o meu canto num lamento.
Ele me fez desistir dos meus amores
E dos meus sonhos, fez pedaços de mim.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 11 de setembro de 2011

INTOLERÂNCIAS

Maldade da alma,
Intolerância humana!
Intolerâncias históricas!
Intolerâncias frias, escritas,
Vividas, passadas e vindouras.
Intolerâncias  dos  homens ateus,
Dos que não enxergam a Luz da Fé,
Dos que não valorizam a Vida!!!
Dos que não veem a Deus!!!
Intolerâncias nossas,
Pois não temos a
Bondade de
Deus,
Jesus,
Jeová,
Alá,
Alan,
Buda,
Oxalá,
...Maomé...
Ou de quem professe a fé.
CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Anjo Caído

O meu anjo caiu!
Ele maculou a pureza,
Enegreceu belas asas, e caiu.
Caiu do azul do céu, paraíso meu.
  
Ele pecou contra o meu amor,
Ele sentiu toda a dor da liberdade
E por justiça, fiz dele sinal de maldade,
Qual farol eterno em porto de oceano bravio.
  
Do Jardim do Éden, foi expulso. Indigno anjo!
Enegreceu as asas e caiu do azul do céu, paraíso meu.
E lá... Nada deixou. Nada mais nasceu. Nada, nada...
Nem flores, nem água, nem espinhos, nem mel.
  
Vazio... Silêncio... Escuridão...
Meu Deus! Meu Deus! Por quê?
Hoje, o anjo é do mundo...
E eu, sou meu.
  
CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fênix

Surgiu absoluta, uma fênix
Das cinzas dos meus sonhos...
Ergueu-se personificada
No amor que me tens dado.

Sonhos desfeitos como laços,
Machucados pela realidade,
Que não tem piedade e maltrata
A cada despertar de uma ilusão...

E toda tristeza que eu tinha,
Dissipou-se e perdeu o rumo,
Quando os meus olhos
Enxugaram suas lágrimas...

Ruflam soltas e libertas,
As asas dessa fênix renascida
Das cinzas dos meus sonhos,
Das renúncias da minh’alma...

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Almas Gêmeas

Nosso destino se cumpriu
Sob um luar místico.
Num envolvimento cúmplice,
Além de um simples encontro.

Não há quem possa entender
Tamanha força que impulsiona
Duas almas que sonham
Em ser apenas uma.

Os mistérios que nos cercam,
Conspiram com o universo
Para que possamos dar certo
Nesta vida onde tudo é passageiro.

Somos o côncavo e o convexo
Que se completam num movimento
Que faz mover o universo
Ao redor do que vivemos.

Nossos destinos se incorporaram,
Nos tornamos um por inteiro.
Não será mais o ardil da vida
Que nos tornará novamente dois.

Porque o que é unido pelo amor,
Mesmo que o destino separe,
Seguirá eternamente vivo
Nas metades que separou.

CLÁUDIO AVELINO DA COSTA, O POETA DOS SENTIMENTOS.